Por IPHAN/AscomFotos: Eraldo Peres / Photo Agência
Um toque especial vai coroar, este ano, a Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis, Goiás. Durante as Cavalhadas de domingo, dia 23 de maio, após a entrada dos cavaleiros cristãos e mouros, às 13h, representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan estarão na arena para entregar ao prefeito Nivaldo Antônio de Melo o título de Patrimônio Cultural de Brasil para a Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis, aprovado pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em abril desse ano. Depois do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, em Belém do Pará, em outubro de 2005, a festa de Pirenópolis é a primeira manifestação religiosa a receber esse título.
A Festa do Divino de Pirenópolis é realizada anualmente desde 1819, data do primeiro registro na lista local de imperadores. Desde então, ano após ano, essa listagem é atualizada e publicada na programação da festa. É considerada uma das mais expressivas celebrações do Espírito Santo no país, especialmente pelo grande número de seus rituais, personagens e componentes, como as cavalhadas de mouros e cristãos e os mascarados montados a cavalo. Enraizada no cotidiano dos moradores de Pirenópolis, a Festa do Divino determina os padrões de sociabilidade local, consolidando-se como elemento fundamental da identidade cultural da cidade.
O inventário realizado pelo Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan constatou que a Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis apresenta todos os pressupostos que permitem entendê-la como um “fato social total”. É um sistema de produção e circulação de bens e de dádivas baseados na reciprocidade, interferindo em todas as dimensões da vida social local. A própria comunidade descreve a festa como “patrimônio de valor inestimável” e investe na manutenção da tradição. Com o título de patrimônio cultural brasileiro, o Iphan passa a implementar políticas de proteção à Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis, por meio de medidas de salvaguarda que visam enfrentar os problemas que possam ameaçar a manifestação cultural.
Confira programação completa do evento.
Mais informações:
(61) 2024-6187 / 3326-6864
Assessoria de Comunicação Iphan
Adélia Soares – adelia.soares@iphan.gov.br
Daniel Hora – daniel.hora@iphan.gov.br
www.iphan.gov.br / www.educacaopatrimonial.wordpress.com / @IphanGovBr
quinta-feira, 20 de maio de 2010
segunda-feira, 19 de abril de 2010
SNC foi aprovado pela Comissão Especial
PEC 416/2005 segue para apreciação dos Plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal
A Proposta de Emenda à Constituição que institui o Sistema Nacional de Cultura foi aprovada na última reunião deliberativa da Comissão Especial da Câmara dos Deputados, no dia 14/04, quando os parlamentares acompanharam o parecer favorável do relator, o deputado Paulo Rubem Santiago (PDT/PE).
Agora, a PEC 416/2005, de autoria do deputado Paulo Pimenta (PT/RS), deverá ser apreciada nos Plenários das duas Casas do Legislativo, onde precisa ser aprovada em dois turnos. Em seu voto pela aprovação, com substitutivo, o relator destacou o apoio que os parlamentares receberam do Ministério da Cultura e da classe artística.
“Em todas as audiências públicas que essa Comissão realizou ficou a certeza da necessidade de aprovação do SNC. O Estado não produz cultura, mas é preciso assegurar sua produção pelas pessoas. O Sistema Nacional de Cultura federaliza, sistematiza e potencializa o repasse de recursos para a cultura”, disse o deputado pernambucano.
Ele ainda ressaltou que a aprovação da PEC 416/2005 está intimamente ligada a aprovação de outra proposta, a PEC 150/2003, pois para o SNC cumprir seu papel é preciso o aumento dos recursos para a Cultura.
“E não é só isso. A PEC 150 determina que União, estados e municípios tenham um patamar mínimo de investimento e para tantos essas entidades federativas necessitam criar conselhos, é aí que ocorre o enlaçamento das duas matérias e a necessidade de que se aprove as duas. Uma depende da outra.”
Visão do MinC
A criação de um marco regulatório para o setor foi a principal deliberação da II Conferência Nacional de Cultura, realizada no último mês de março, em Brasília. “A aprovação do texto da PEC é mais um passo nessa direção e atende uma demanda da sociedade brasileira. Cultura precisa de leis e de recursos”, destaca a secretária de Articulação do MinC, Silvana Meireles, também coordenadora da II CNC.
Para o coordenador de Relações Federativas e Sociedade da SAI/MinC e coordenador do SNC, João Roberto Peixe, a aprovação da PEC é um passo fundamental para a institucionalização da gestão da cultura. A expectativa, segundo ele, é que o Congresso Nacional continue sensível à pauta da cultura, agilizando a tramitação da proposta.
“A implantação do Sistema Nacional de Cultura consolidará um novo modelo de gestão para o setor, compreendendo a cultura como política pública de Estado democrática e permanente.”
(Comunicação Social/MinC)
A Proposta de Emenda à Constituição que institui o Sistema Nacional de Cultura foi aprovada na última reunião deliberativa da Comissão Especial da Câmara dos Deputados, no dia 14/04, quando os parlamentares acompanharam o parecer favorável do relator, o deputado Paulo Rubem Santiago (PDT/PE).
Agora, a PEC 416/2005, de autoria do deputado Paulo Pimenta (PT/RS), deverá ser apreciada nos Plenários das duas Casas do Legislativo, onde precisa ser aprovada em dois turnos. Em seu voto pela aprovação, com substitutivo, o relator destacou o apoio que os parlamentares receberam do Ministério da Cultura e da classe artística.
“Em todas as audiências públicas que essa Comissão realizou ficou a certeza da necessidade de aprovação do SNC. O Estado não produz cultura, mas é preciso assegurar sua produção pelas pessoas. O Sistema Nacional de Cultura federaliza, sistematiza e potencializa o repasse de recursos para a cultura”, disse o deputado pernambucano.
Ele ainda ressaltou que a aprovação da PEC 416/2005 está intimamente ligada a aprovação de outra proposta, a PEC 150/2003, pois para o SNC cumprir seu papel é preciso o aumento dos recursos para a Cultura.
“E não é só isso. A PEC 150 determina que União, estados e municípios tenham um patamar mínimo de investimento e para tantos essas entidades federativas necessitam criar conselhos, é aí que ocorre o enlaçamento das duas matérias e a necessidade de que se aprove as duas. Uma depende da outra.”
Visão do MinC
A criação de um marco regulatório para o setor foi a principal deliberação da II Conferência Nacional de Cultura, realizada no último mês de março, em Brasília. “A aprovação do texto da PEC é mais um passo nessa direção e atende uma demanda da sociedade brasileira. Cultura precisa de leis e de recursos”, destaca a secretária de Articulação do MinC, Silvana Meireles, também coordenadora da II CNC.
Para o coordenador de Relações Federativas e Sociedade da SAI/MinC e coordenador do SNC, João Roberto Peixe, a aprovação da PEC é um passo fundamental para a institucionalização da gestão da cultura. A expectativa, segundo ele, é que o Congresso Nacional continue sensível à pauta da cultura, agilizando a tramitação da proposta.
“A implantação do Sistema Nacional de Cultura consolidará um novo modelo de gestão para o setor, compreendendo a cultura como política pública de Estado democrática e permanente.”
(Comunicação Social/MinC)
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Fundação de Cultura seleciona artistas para exposições
Cultura e Mercado
A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) abriu, até o dia 15 de maio, inscrições para seleção de artistas para exposições no Salão de Arte de Mato Grosso do Sul 2010, que será realizado entre os dias 21 de setembro e 22 de outubro, em Campo Grande.
Os interessados deverão ter idade mínima de 18 anos, ser brasileiro ou estrangeiro residentes no Brasil, e deve encaminhar suas inscrições para o endereço Av. Fernando Corrêa da Costa, n.º 559. Centro – Campo Grande – MS – CEP 79.002-820, aos cuidados da Gerência de Difusão Cultural – Núcleo de Artes Visuais Memorial da Cultura Apolônio de Carvalho, juntamente com os documentos exigidos no Edital, com Aviso de Recebimento (AR) ou por Sedex.
Mais informações:
Núcleo de Artes Visuais da Gerência de Desenvolvimento e Difusão de Programas Culturais da FCMS
Telefones: (67) 3316-9170 (Núcleo de Artes Visuais: das 8h às 13h30min) ou (67) 3326-7449 (com Marco: das 12h às 18h)
http://www.fundacaodecultura.ms.gov.br/.
A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) abriu, até o dia 15 de maio, inscrições para seleção de artistas para exposições no Salão de Arte de Mato Grosso do Sul 2010, que será realizado entre os dias 21 de setembro e 22 de outubro, em Campo Grande.
Os interessados deverão ter idade mínima de 18 anos, ser brasileiro ou estrangeiro residentes no Brasil, e deve encaminhar suas inscrições para o endereço Av. Fernando Corrêa da Costa, n.º 559. Centro – Campo Grande – MS – CEP 79.002-820, aos cuidados da Gerência de Difusão Cultural – Núcleo de Artes Visuais Memorial da Cultura Apolônio de Carvalho, juntamente com os documentos exigidos no Edital, com Aviso de Recebimento (AR) ou por Sedex.
Mais informações:
Núcleo de Artes Visuais da Gerência de Desenvolvimento e Difusão de Programas Culturais da FCMS
Telefones: (67) 3316-9170 (Núcleo de Artes Visuais: das 8h às 13h30min) ou (67) 3326-7449 (com Marco: das 12h às 18h)
http://www.fundacaodecultura.ms.gov.br/.
Encontro de Cooperação Cultural Internacional

O Conexão Vivo 2010 promove em Belo Horizonte, dos dias 13 a 16 de abril, o Encontro de Cooperação Cultural Internacional. O evento é gratuito e será realizado no Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537 – Centro, Belo Horizonte), integrando a programação cultural formativa do Conexão Vivo 2010.
O evento consiste na realização de palestras, debates e painéis sobre os temas relacionados à Cooperação Cultural Internacional direcionadas ao Brasil e Iberoamérica, tendo como foco a produção musical, as artes cênicas e as artes visuais. A idéia central é possibilitar espaços de análise das atuais vias de cooperação existentes. Por meio do conhecimento dos mecanismos e ferramentas de cooperação cultural internacional, será possível potencializar e realizar novos projetos no setor, além de fomentar a troca de experiências, a construção de ações comuns, a cooperação cultural em Minas Gerais.
Além disso, serão realizados encontros com apresentações e debates sobre experiências de cooperação internacional nas áreas de música, artes visuais e artes cênicas. Acontecerão, ainda, painéis apresentando as políticas de atuação de algumas agências de cooperação cultural, como a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID), o British Council e a Organização dos Estados Iberoamericanos (OEI).
Inscrições
As 176 vagas disponibilizadas para as palestras na sala Juvenal Dias já foram preenchidas. Devido à grande procura, a organização do Encontro abriu mais 145 vagas para os interessados em assistir às palestras na sala João Ceschiatti, por meio de transmissão ao vivo em telão e poderão enviar perguntas aos palestrantes nos dias 13, 15 e 16 (no dia 14 não haverá transmissão ao vivo). Os interessados nestas vagas podem se inscrever até o dia 08/04, quinta-feira próxima, pelo portal www.conexaovivo.com.br/encontro. As inscrições para os debates nas áreas de Música, Artes Visuais e Artes Cênicas, continuam abertas.
Mais informações:
31- 3274-4856 com Lais Vitral.
Email: comunasa@gmail.com
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Procissão do Fogaréu
Sobre as pedras e os becos da cidade histórica de Goiás, conhecida como Goiás Velho, cerca de 15 mil pessoas acompanharam a procissão do Fogaréu. O ritual, sempre a meia noite da quarta-feira da Semana Santa, resgata as tradições do século 18 e representa a perseguição dos soldados romanos a Jesus na antiga Jerusalém.A tradição no município de Goiás Velho tem cerca de 138 anos. Os 40 farricocos, personagens centrais da encenação, saem descalços, com vestimentas de seda coloridas, inspiradas nas procissões da Espanha e de Portugal dos séculos 17 e 18. Com as luzes apagadas, somente as tochas carregadas por eles e por 300 fiéis, iluminam as ruas durante o percurso.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Os encantos de Dona Onete no encontro "Vozes de Mestres"
Yorranna Oliveira / Fotos: Carol Peres / Folia Cultural
Ela entra calçada e logo se desfaz das sandálias. “Porque carimbó se dança descalço”, explica. E assim toda brejeira, Dona Onete começa o show, muito bem acompanhada pelos percusionistas do Trio Manari.
É noite de cultura popular no Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, o Hangar. Dona Onete e Trio abrem o primeiro dia do “Vozes de Mestres - Festival Internacional de Cultura Popular”, que passa por Belém entre os dias 24 e 29 de novembro com oficinas, debates, exposição, cinema e teatro.
É noite de cultura popular no Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, o Hangar. Dona Onete e Trio abrem o primeiro dia do “Vozes de Mestres - Festival Internacional de Cultura Popular”, que passa por Belém entre os dias 24 e 29 de novembro com oficinas, debates, exposição, cinema e teatro.
Toda faceira e cheia de charme, Dona Onete ia seduzindo a platéia, com o seu carimbó brejeiro como gosta de chamar. “É o carimbó da água doce”, diz.O público devidamente comportado em suas cadeiras, não fica muito tempo quieto no lugar. Os batuques e a cantoria de nossa Mestre de Cultura Popular contagiam pernas e braços, e quase todo mundo se remexe nas cadeiras, cantando e batendo palmas e alguns não resistem e se levantam para dançar. O auditório estava tomado, tinha até gente em pé. Cultura popular é do povo, faltava mais povo no Hangar. Trancada num espaço fechado, parecia quase sufocar. Dona Onete deveria estar ao ar livre, sem as cadeiras amarrando pessoas para sentar. No entanto, isso não tirou a diversão da festa. Festa legitimamente brasileira, onde diversão e cultura cruzam os mesmos caminhos.
Entre um hit e outro, nossa Mestre Popular conversava com o público e contava suas histórias e não poderia deixar de agradecera honraria ao ser classificada como Mestre. “Eu senti o povo do Pará junto comigo. A gente desarruma uma cultura e depois arruma”, dizia sorrindo. E entoava uma canção. O resultado só dava bailados, cantoria e aplausos: “Parece que o show tá agradando, né?!”, conluia.
“Vou descansar um pouco, porque 70 anos não é 70 dias”, justificava Dona Onete, enquanto sentava na cadeira. Nem precisava. Se quisesse, podia até cantar deitada. Ela, sim, pode. E assim, foi contar a história do “Chá de Tamaquaré”. O público se deliciando. “Vocês gostaram né?! Amanhã já tem gente lá no Ver-o-Peso”, brincava.
Uma hora durou a brejeirice de Dona Onete, com direito a homenagem a Mestre Verequete, por quem nossa querida vovó teve a honra de ser julgada, como ela faz questão de dizer. “Ele disse: ‘até que tu cantas bem’. E eu gostei”, lembrou.
Os tambores, batuques e experimentações sonoras do Trio Manari se destacam na homenagem. O público se inclina todinho para ver. Querem chegar bem perto, se possível tocar, mesmo que seja apenas com o olhar. “Esse é o nosso tambor. E ele também é do Pará. Gente, e eu que pensei ter visto de tudo de batuque”, contava Dona Onete, impressionada com os rapazes do Manari.
Uma hora durou a brejeirice de Dona Onete, com direito a homenagem a Mestre Verequete, por quem nossa querida vovó teve a honra de ser julgada, como ela faz questão de dizer. “Ele disse: ‘até que tu cantas bem’. E eu gostei”, lembrou.
Os tambores, batuques e experimentações sonoras do Trio Manari se destacam na homenagem. O público se inclina todinho para ver. Querem chegar bem perto, se possível tocar, mesmo que seja apenas com o olhar. “Esse é o nosso tambor. E ele também é do Pará. Gente, e eu que pensei ter visto de tudo de batuque”, contava Dona Onete, impressionada com os rapazes do Manari.
E já que na lateral direita dos espaços, havia gente caindo no carimbó, uma cumbia para encerrar a festa. “Cumbia maravilhosa como as coisas do nosso Pará”. Os casais se formaram rapidinho para dançar. O público queria mais. Ainda bem que em seguida vinha o Naná e ninguém ficaria frustrado. “Beijos, beijos, beijos e saudações paraenses”, despediu-se dona Onete, paraoara com muito orgulho.
domingo, 22 de novembro de 2009
Caminhada pela Consciência Negra no Brasil
Por Carol Peres / Fotos: Eraldo Peres
O Dia da Consciência Negra, comemorado no dia 20 de novembro, teve grande repercurssão no país, com manifestações, passeatas, seminários e eventos culturais, onde a voz negra falou mais alto. A data, que remete-nos a Zumbi dos Palmares, o maior ícone da resistência negra ao escravismo no Brasil, é dedicada à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira.
20 de novembro coincide também com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. Apesar das várias dúvidas levantadas quanto ao caráter de Zumbi nos últimos anos (comprovou-se, por exemplo, que ele mantinha escravos particulares) o Dia da Consciência Negra procura ser uma data para se lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro.
Estivemos em Salvador, a cidade com maior população negra do país. Vários movimentos da comunidade negra realizaram passeatas e caminhadas de conscientização e memória da luta contra a escravidão no Brasil.
O Dia da consciência negra
A lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, incluiu o dia 20 de novembro no calendário escolar, data em que comemoramos o Dia Nacional da Consciência Negra. A mesma lei também tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. Nas escolas as aulas sobre os temas: História da África e dos africanos, luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, propiciarão o resgate das contribuições dos povos negros nas áreas social, econômica e política ao longo da história do país. Fonte: http://www.brasilescola.com/
A data foi escolhida por ser referência para o movimento em contraposição ao 13 de maio, quando foi decretada a abolição da escravatura, a chamada Lei Áurea, pela princesa Isabel, em 1888. O 13 de maio expressa, então, a celebração da generosidade de uma branca em relação aos negros, em vez de enfatizar a própria luta dos negros por sua libertação.
Zumbi
Zumbi foi o grande líder do quilombo dos Palmares, respeitado herói da resistência anti-escravagista. Pesquisas e estudos indicam que nasceu em 1655, sendo descendente de guerreiros angolanos. Em um dos povoados do quilombo, foi capturado quando garoto por soldados e entregue ao padre Antonio Melo, de Porto Calvo. Criado e educado por este padre, o futuro líder do Quilombo dos Palmares já tinha apreciável noção de Português e Latim aos 12 anos de idade, sendo batizado com o nome de Francisco. Padre Antônio Melo escreveu várias cartas a um amigo, exaltando a inteligência de Zumbi (Francisco). Em 1670, com quinze anos, Zumbi fugiu e voltou para o Quilombo. Tornou-se um dos líderes mais famosos de Palmares. “Zumbi” significa: a força do espírito presente. Baluarte da luta negra contra a escravidão, Zumbi foi o último chefe do Quilombo dos Palmares
Veja também
* Fundação Cultural Palmares
O Dia da Consciência Negra, comemorado no dia 20 de novembro, teve grande repercurssão no país, com manifestações, passeatas, seminários e eventos culturais, onde a voz negra falou mais alto. A data, que remete-nos a Zumbi dos Palmares, o maior ícone da resistência negra ao escravismo no Brasil, é dedicada à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira.
20 de novembro coincide também com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. Apesar das várias dúvidas levantadas quanto ao caráter de Zumbi nos últimos anos (comprovou-se, por exemplo, que ele mantinha escravos particulares) o Dia da Consciência Negra procura ser uma data para se lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro.
Estivemos em Salvador, a cidade com maior população negra do país. Vários movimentos da comunidade negra realizaram passeatas e caminhadas de conscientização e memória da luta contra a escravidão no Brasil.
O Dia da consciência negra
A lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, incluiu o dia 20 de novembro no calendário escolar, data em que comemoramos o Dia Nacional da Consciência Negra. A mesma lei também tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. Nas escolas as aulas sobre os temas: História da África e dos africanos, luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, propiciarão o resgate das contribuições dos povos negros nas áreas social, econômica e política ao longo da história do país. Fonte: http://www.brasilescola.com/
A data foi escolhida por ser referência para o movimento em contraposição ao 13 de maio, quando foi decretada a abolição da escravatura, a chamada Lei Áurea, pela princesa Isabel, em 1888. O 13 de maio expressa, então, a celebração da generosidade de uma branca em relação aos negros, em vez de enfatizar a própria luta dos negros por sua libertação.
Zumbi
Zumbi foi o grande líder do quilombo dos Palmares, respeitado herói da resistência anti-escravagista. Pesquisas e estudos indicam que nasceu em 1655, sendo descendente de guerreiros angolanos. Em um dos povoados do quilombo, foi capturado quando garoto por soldados e entregue ao padre Antonio Melo, de Porto Calvo. Criado e educado por este padre, o futuro líder do Quilombo dos Palmares já tinha apreciável noção de Português e Latim aos 12 anos de idade, sendo batizado com o nome de Francisco. Padre Antônio Melo escreveu várias cartas a um amigo, exaltando a inteligência de Zumbi (Francisco). Em 1670, com quinze anos, Zumbi fugiu e voltou para o Quilombo. Tornou-se um dos líderes mais famosos de Palmares. “Zumbi” significa: a força do espírito presente. Baluarte da luta negra contra a escravidão, Zumbi foi o último chefe do Quilombo dos Palmares
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* Fundação Cultural Palmares
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