quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Minas Gerais celebra patrimônio imaterial no mês do folclore
As atividades, que começaram na terça-feira (4) e vão até 15 de setembro, incluem exposições, oficinas, cursos, seminários, mostra de filmes, festas e encontros sobre o tema para valorizar, preservar e divulgar a cultura tradicional popular e suas manifestações.
Além da capital, as cidades de Baldim, Jequitibá, Vespasiano, Sete Lagoas e Curvelo também recebem eventos da programação que pode ser acessada em www.cultura.mg.gov.br
No dia 25 de agosto, acontece um dos eventos mais importantes da programação: a Roda de Prosa - Relato de Experiências. Este encontro terá a participação de representantes e mestres de grupos tradicionais, pesquisadores e instituições que desenvolvem ações voltadas para a difusão e valorização do patrimônio imaterial.
Histórico
Em 2003 o CTM iniciou suas ações promovendo juntamente com a Comissão Mineira de Folclore, a Semana Mineira de Folclore e Cultura Popular, em agosto de cada ano. Desde 2006, a partir da demanda e da construção de parcerias importantes, a semana foi estendida para um mês. “Neste período, o Centro de Tradições vem promovendo e divulgando exposições sobre os fatos e registros da cultura popular, exibições de filmes, audiovisuais, mostras fotográficas, seminários, oficinas e outros certames sobre a cultura popular em Minas Gerais, divulgando as ações que ocorrem nos municípios mineiros e incentivando a pesquisa”, diz a presidente do CTM, Jacyara de Araújo.
Governo de Minas Gerais/ABN News
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Fundação Cultural Palmares lança Edital para apoio a projetos de promoção da cultura negra

As inscrições para participar já estão abertas e seguem até o dia 14 de setembro. Confira o edital (Versão em PDF)
Os candidatos devem apresentar projetos que desenvolvam atividades culturais com o tema "Renascimento Africano - FESMAN", tendo como público alvo crianças e jovens em idade escolar, incluindo ainda, o conteúdo previsto na lei nº 10.639/03: a luta dos negros no Brasil; a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política, pertinentes à História do Brasil.
O projeto deve prever ações durante todo o mês de novembro em pelo menos uma das seguintes expressões artísticas e sociais: teatro, dança, literatura, música, cinema, moda, design, artesanato, culinária, formação cultural, ou seminários com temas políticos e sociais voltadas à questão negra e afro-brasileira. As atividades devem trazer também, como inspiração, a Diáspora africana no Brasil e o III Festival Mundial de Artes Negras - o FESMAN.
Para mais informações, acesse o site do Festival: www.fesman2009.com/pt
sábado, 1 de agosto de 2009
Luiz Gonzaga: Luz do Sertão - 20 anos sem o mestre do baião

Luiz Gonzaga nasceu na fazenda Caiçara, no pé da Serra de Araripe, na zona rural de Exu, sertão de Pernambuco. O lugar seria revivido anos mais tarde em "Pé de Serra", uma de suas primeiras composições.
Seu pai, Januário, trabalhava na roça, num latifúndio, e nas horas vagas tocava acordeon (também consertava o instrumento). Foi com ele que Luiz Gonzaga aprendeu a tocá-lo. Ainda criança passou a se apresentar em bailes, forrós e feiras, de início acompanhando seu pai. Autêntico representante da cultura nordestina, manteve-se fiel às suas origens mesmo seguindo carreira musical no sul do Brasil.
O gênero musical que o consagrou foi o baião. A canção emblemática de sua carreira foi Asa Branca, que compôs em 1947, em parceria com o advogado cearense Humberto Teixeira. Luiz Gonzaga morreu no dia 02 de agosto de 1989, vítima de parada cárdio-respiratória. no Hospital Santa Joana, na capital pernambucana. Seu corpo foi velado em Juazeiro do Norte e posteriormente sepultado em seu município natal.sexta-feira, 31 de julho de 2009
A força da arte popular
“Noel Rosa, Villa-Lobos, Ataulfo Alves, todos os grandes criadores estão imersos no popular e no erudito”, explica Lélia. E lembra que o crítico literário Antônio Cândido disse ser natural para os brasileiros algo essencial para a arte moderna, que foi novidade da vanguarda internacional dos primórdios do século 20: a atenção às artes chamadas então de primitivas, como a africana. Para a pesquisadora, a carência de notícias sobre arte popular no Brasil, no século 19, só revela o quanto os grandes artistas, associados a esse caminho, são produto das eras moderna e contemporânea.
Se já houve tempos de preconceito com os artistas populares, como conta Lélia Coelho Frota, a situação está mudando. “Os críticos estão ganhando consciência de que autores como G.T.O, Artur Pereira, Gabriel Joaquim dos Santos não cabem num gueto, num rótulo. Eles não são repetidores dos artistas eruditos, todos têm criação própria, legítima e autoral. É uma visão mais de acordo com a realidade”, observa, satisfeita com a mudança de enfoque. Ainda considera que é possível avançar mais: “Arte popular não é só escultura e pintura, existem arquitetos”, avisa, valorizando criações que podem ser postas sob a órbita do design como móveis, colchas etc.
Lélia Frota é pesquisadora da arte popular. O trabalho mais recente é o livro, "Pequeno dicionário do povo brasileiro". Admiradora incondicional da produção do Vale do Jequitinhonha, visita a região desde 1975. “Deixou-me impressionadíssima a riqueza cultural da região, em contraste com a adversidade que a população enfrenta diariamente”, afirma. “A grande arte de artistas como D. Isabel, Ulisses Pereira, Noemisa é produto de informações novas, vindas a partir da eletrificação da região, feita pela Codevale, e pelo fato de a companhia ter começado a comprar os trabalhos”, conta, lembrando-se de que, anteriormente, a produção era voltada para utilitários ou apenas pequenos presépios.
“Está na hora de começarmos a ter olhar novo, descondicionado pelo que já sabemos das artes das camadas altas, de todas essas criações”, defende. Para tanto, explica, é preciso conhecer melhor o significado dela, a biografia dos artistas, o modo como refletem sobre o que fazem, exatamente como se faz para entender melhor a obra de qualquer artista. Com relação à bibliografia sobre o tema, considera que também melhorou, “mas é ainda modesta diante da importância do assunto.” Explica, inclusive, que há público interessado no assunto, como mostram a boa recepção às exposições e os muitos volumes com tiragens esgotadas. “É a nossa cultura, híbrida e maravilhosa, que vai salvar o Brasil”, garante.
(Jornal Estado de Minas)
Foto: Anselmo Goes/literaturaonline.com.br
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Vale-Cultura para 12 milhões de trabalhadores
O benefício será similar ao já conhecido tíquete-alimentação e o valor estabelecido leva em consideração o orçamento familiar do trabalhador. Trata-se de um cartão magnético, com saldo de até R$ 50,00 por mês a ser utilizado no consumo de bens e serviços culturais. As empresas que declaram Imposto de Renda com base no lucro real poderão aderir à iniciativa e posteriormente deduzir até 1% do imposto devido.
De acordo com o ministro da cultura Juca Ferreira, a medida pretende atingir um total de 12 milhões de trabalhadores do mercado formal e injetar R$ 600 milhões por ano de recursos novos na economia do setor cultural.
No último dia 23 de julho, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou a mensagem do PL e elogiou a iniciativa considerando a ideia ‘extraordinária’. Para ele, “é importante que todo mundo acompanhe e possa se utilizar de um benefício que a gente está criando para que o povo brasileiro tenha acesso à cultura”. O PL agora será encaminhado para o Congresso Nacional e deverá ser votado pelas duas Casas.
Carol Peres (Folia Cultural)
Foto: Ricardo Stuckert/PR
domingo, 26 de julho de 2009
Pará terá 60 novos pontos de cultura
O Pará ganhará 60 novos pontos de cultura, além de 48 espaços de leitura e 48 brinquedotecas, distribuídos por todas as regiões do Estado. O anúncio foi feito pela governadora Ana Júlia Carepa nesta sexta-feira (24), em Curuçá, durante o quarto dia do Circuito Cultural Paraense promovido no município pela Secretaria de Estado de Cultura (Secult).Ao lado do secretário estadual de Cultura, Edilson Moura, Ana Júlia Carepa adiantou que o convênio que garantirá a implantação dos novos espaços, em parceria com o governo federal, será assinado com ministro da Cultura, Juca Ferreira, em agosto. Os novos espaços culturais serão instalados em instituições que atuam na área cultural e foram selecionadas por edital para receber apoio para o desenvolvimento de ações culturais.
A governadora também ressaltou a importância do Circuito Cultural Paraense e da descentralização das ações da cultura. "O Circuito é um sucesso, agrega associações e grupos de diversos municípios, integrando o Estado. Todas as nossas políticas têm essa marca e o secretário Edilson abraçou esse compromisso. Investir em cultura é investir no que temos de mais importante, que é a nossa identidade, e é um investimento social, pois os jovens passam a ter outra perspectiva de vida".
Edilson Moura garantiu que o Circuito Cultural Paraense continuará acontecendo em outras cidades paraenses, como Marabá e Tucuruí, onde chegará este ano. "Estamos promovendo a troca entre os municípios e valorizando a cultura do Pará, respeitando a diversidade de manifestações." A governadora chegou ao município no final da tarde de sexta para prestigiar o evento e foi recebida por um cortejo de grupos culturais de diferentes lugares, como o Boi Faceiro, de São Caetano de Odivelas, o Grupo de Carimbó Uirapuru, de Marapanim, e o Clube Musical de Curuçá.
No Bosque da Igualdade, local das atividades do Circuito Cultural, Ana Júlia Carepa visitou a Casa de Farinha, onde viu como são feitos vários derivados da mandioca, visitou as barracas com produtos artesanais dos municípios participantes desta etapa do Circuito e também a Casa de Cultura. Ela ainda entregou certificados a participantes das oficinas oferecidas na programação, como as de rádio, de jornal impresso e de pintura mural.
(Agência Pará - Foto: Elcimar Neves / Cortejo Cultural no município de Curuça-PA)
terça-feira, 21 de julho de 2009
Uma Lei à Altura da Cultura Brasileira
Foto: Antonio Cruz/ABr
O Ministério da Cultura recebeu mais de duas mil contribuições de todo o Brasil durante a consulta pública sobre a proposta de reformulação da lei de fomento à cultura. Em seis anos de diálogo permanente com artistas, produtores, gestores estaduais e municipais, empresas e parlamentares, chegamos a um ambiente de discussão maduro e avançado para darmos, certamente, um passo importante na história da política cultural brasileira, com a construção de um novo modelo de fomento: com maior capacidade de investimentos, tanto do Estado como das empresas, com mais opções de captação de recursos por parte dos produtores e, também, com maior capacidade de atender às demandas e necessidades de todas as regiões e das múltiplas dimensões da cultura nacional.A mudança da Lei Rouanet faz parte do projeto geral de colocar a cultura no lugar que realmente merece: no centro da estratégia de desenvolvimento do país. No cenário atual, o Brasil tem ocupado papel relevante nas principais discussões sobre o reordenamento mundial. No entanto, jamais conseguirá ser um grande país e cumprir plenamente seu novo papel de player mundial, se não tiver, em seu próprio território, plenamente garantidos os direitos à educação e cultura. O repertório cultural é decisivo na formação de cidadãos plenos na capacidade de lidar com a complexidade de decisões que a vida contemporânea apresenta. Além disso, a indústria da cultura está cada vez mais na ponta do desenvolvimento econômico, já representando cerca de 7% do PIB planetário, na estimativa do Banco Mundial. Segundo o IPEA, estima-se que no Brasil a cultura represente 5% do PIB nacional. O IBGE também traz números expressivos: as 320 mil empresas do setor geram 1,6 milhão de empregos formais e representam 5,7% das empresas do país.
O patrimônio da diversidade cultural é uma das nossas principais identificações como brasileiros no mundo. E nos dá um ativo incalculável nesse novo cenário. Zelar por essa diversidade e estimulá-la a ganhar peso dentro de nossa dinâmica econômica é papel do Estado. Assim como garantir a todos os cidadãos brasileiros, em qualquer lugar do país, o direito a ter meios de produzir e ter acesso aos produtos da criatividade e da riqueza de suas vivências.
Leia na íntegra
