
A convite de nossa equipe, a jovem jornalista paraense Yorranna Oliveira estreia em nosso site com um artigo sobre o nosso inesquecível Raul Seixas, que há 20 anos deixa lembranças, saudades e o indispensável "Toca Rauuuulllll".
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Por Yorranna Oliveira
“Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”, cantava Raul Seixas. A música ecoava pela quitinete em Icoaraci, região metropolitana de Belém/PA. Gleidson estava lá, e a Metamorfose Ambulante de Raul penetrou em cheio a mente do rapaz. Ali, adolescentes se reuniam para falar sobre literatura, cinema, música, amenidades. Tudo ao som do bom e velho rock’n’roll.
Metamorfose cumpria seu papel de libertação. Porque a música é assim, ela liberta, acompanha crises existenciais. Ela explica. Salva. Resgata. Cada acorde causa uma pequena revolução e na cabeça de um adolescente, uma verdadeira transformação. Com o passar do tempo, as canções acabam fazendo parte de nossa memória emocional, nos remetendo a instantes únicos de nossas vidas.
“Me arrepio até hoje ouvindo e cantando metamorfose ambulante. A sensação é a mesma: liberdade. Liberdade para ser, sem maniqueísmos. Posso ser tudo e nada, certo e errado, bom e mau. A música tem o típico começo de néon, te causa logo um impacto”, diz o estudante Gleidson Gomes, 22 , sobre a experiência com um dos clássicos de Raul Seixas, quando tinha 18 anos.
Metamorfose cumpria seu papel de libertação. Porque a música é assim, ela liberta, acompanha crises existenciais. Ela explica. Salva. Resgata. Cada acorde causa uma pequena revolução e na cabeça de um adolescente, uma verdadeira transformação. Com o passar do tempo, as canções acabam fazendo parte de nossa memória emocional, nos remetendo a instantes únicos de nossas vidas.
“Me arrepio até hoje ouvindo e cantando metamorfose ambulante. A sensação é a mesma: liberdade. Liberdade para ser, sem maniqueísmos. Posso ser tudo e nada, certo e errado, bom e mau. A música tem o típico começo de néon, te causa logo um impacto”, diz o estudante Gleidson Gomes, 22 , sobre a experiência com um dos clássicos de Raul Seixas, quando tinha 18 anos.

Louco ou lúcido, poeta, maldito, cantor, compositor, rei do rock’n’roll Brasil. Muitos são os adjetivos destinados a Raulzito, graças a suas composições e parcerias com pessoas tão loucas ou lúcidas quanto ele. Mas o fato é que Raul deixou em letra, som e verso seus pensamentos, ideologias e crenças. Foram 21 discos - fora os lançamentos póstumos -, que abalaram as estruturas da sociedade, com músicas feitas sob medida para desestabilizar a “solidez” das instituições sociais. E arrebatar à vida da juventude de qualquer geração.


E você? O que aprendeu com Raul?
Para saber sobre a carreira, as músicas e parcerias de Raul Seixas, acesse o site do fã clube oficial - Raul Rock Club
Um comentário:
Profundidade filosófica, como em Meu Amigo Pedro; ironia do cotidiano e do momento histórico em Eu Também Vou Reclamar; uma visão revolucionária do amor, como em A Maça... Eu poderia ficar aqui enumerando. Ele era de fato uma metamorfose ambulante...
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